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Em: 05/02/2010
UM NOVO OLHAR - Euzébio Vargas de Lima
Euzébio, que em Jardim é conhecido pelo apelido carinhoso de “CHÊ”, nasceu no dia 5 de março de 1941, mas, foi registrado como em 1945, pelo pai. Na cidade de Júlio de Castilho, no estado do Rio Grande do Sul. Filho de dona Aurora Vargas de Lima e de Severo Fernandes de Lima. O casal teve os seguintes filhos, pela ordem de nascimento: Hilda, Aldorena, Antão, Euzébio e Maria Helena.

Dona Aurora trabalhava como doméstica na casa de Olmiro de Souza, no Rio Grande, vindo para Jardim porque esse fazendeiro comprara aqui muitas terras, as fazenda Figueira e Nova Aurora, mais precisamente. Despedida desse serviço veio com a família para Jardim: Ela e Antão. Auxiliada por Benedito Farias e sua esposa dona Celina (cujo apelido era dona Ciló) começou a trabalhar na pensão de propriedade do casal como cozinheira. Euzébio ficara na fazenda, e depois de uma pendenga com seu Olmiro, que não queria prescindir dos serviços do garoto, conseguiu trazê-lo de volta para sua companhia. Com a ajuda de dona Ciló Euzébio foi morar com o Padre José Ferrero, que precisava de um ajudante “faz tudo”. Já havia na casa mais dois meninos porque o padre tinha a idéia de fundar uma casa para meninos sem pais. O auxílio de dona Ciló foi primordial, pois, tirou roupas de seu próprio filho – Geraldo Magela – para Euzébio.

O Padre José iniciou a sonhada casa para meninos com Antão, Euzébio, um rapazinho de Dourados, o Décio e o Lambari (segundo informações verbais do entrevistado desta coluna). Uma das primeiras atividades do Padre foi montar um time de futebol, com calções, camisetas, chuteiras, meiões e tudo, completo. Euzébio relembra com saudades do padre que lhe deu tanto carinho .De 1956 a 1964 ficou na casa do Garoto.

Seu irmão Antão seguiu a carreira militar chegando a tenente e hoje reside com a família que formou com o casamento, em Campo Grande. Vou fazer todos os esforços para realizar uma entrevista com o amigo Antão, de quem temos gratas recordações.

Euzébio, que ganhou o apelido de “CHÊ” pela sua origem gaúcha, teve como seu primeiro trabalho como auxiliar no Posto de gasolina do Senhor Heron dos Santos que ficava onde atualmente é o Supermercado Econômico. Depois, foi para o matadouro de Guia Lopes da Laguna, em seguida prestou seus serviços na olaria do senhor João Inácio da Silva, em Boqueirão.

Tendo dona Aurora, a mãe, adoecido o rapazinho teve de vir para Jardim, porque o irmão estava em Bela Vista, no quartel, iniciando a carreira militar. Aqui, na sede do município trabalhou na firma que veio construir a caixa d´água, que fica na Praça da Bandeira. Sabendo por meio do senhor Maximiano Dias de Souza que havia vaga na CER-3 foi até lá e começou a trabalhar na marcenaria sob as ordens de Zaury Bartolino da Cruz. Tendo sofrido um acidente nas máquinas onde perdeu parcialmente os movimentos dos dedos da sua mão esquerda foi transferido para a Administração para executar o serviço de ofice-boy onde ficou até a CER-3 ser desativada.

Sebastião Nascimento foi quem o levou até a Srª Ilza da Silva para que desempenhasse na Prefeitura de Jardim o trabalho de mensageiro, onde ficou até aposentar-se no dia 5 de outubro de 2008.

Reside à Avenida Coronel Stuck, 1008. Na Vila Angélica. Para quem quiser relembrar o passado e mora fora de Jardim seu telefone é (67) 3251 6284. Damos o endereço e o telefone com autorização do entrevistado.

Fonte: Profª Rita Carmem Braga Lima

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